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Liberação miofascial: entenda como ela pode melhorar sua performance

Em 10 minutos é possível realizar a técnica em todo o corpo, da panturrilha ao pescoço, e destravar pontos de tensão

rolo de liberação miofascial vem ganhando adeptos e chamando atenção no meio esportivo, nas academias e nas redes sociais. Aos olhos, o objeto parece simples e não demonstra seu real valor. Como o próprio nome sugere, ele libera pontos de tensão na fáscia – tecido conjuntivo que envolve todos os músculos –, auxilia a prevenção contra lesões e, consequentemente, melhora a performance nas atividades físicas.

O educador físico Wesley Paixão explica que é comum a fáscia acumular pontos de tensão ao longo do treino ou mesmo no dia a dia, com a má postura. O uso do rolo é simples, rápido e pode ser feito em casa com o auxílio de um colchonete.

“O movimento de ir e vir sobre o rolo de isopor ou PVC deve durar em média 30 segundos, em cada região. No começo é normal sentir dor no músculo tenso. O equipamento vem justamente para liberar o enrijecimento”, explica.

Wesley Paixão demonstra alguns exercícios

  • O movimento pode começar pela panturrilha
  • O tempo recomendado para cada região é de 30 segundos
  • A dica é fazer uma varredura passando o rolo por todo corpo
  • Não desista ao sentir dor. A prática ajuda no relaxamento
  • As mulheres podem fazer o exercício do peitoral apoiadas na parede
  • Evite passar o rolo por regiões inflamadas

Wesley lembra que, apesar de os exercícios serem fáceis, é importante procurar um profissional de educação física para você ter algumas aulas até aprender a execução correta.

O ortopedista com especialização em medicina esportiva Inácio Ventura explica que a liberação auxilia recuperação, relaxamento, melhoria da amplitude dos movimentos, diminuição da dor pós-treino e aumento da vascularização muscular – motivos pelos quais atletas atribuem ao rolo a melhora no rendimento em atividades físicas.

O Metrópoles acompanhou uma aula e ensina a você alguns movimentos básicos nas regiões da panturrilha, posterior da coxa, glúteos, tensor da fáscia lata, quádriceps, adutores de quadril, latíssimo do dorso, musculatura paravertebral, adutores de escápula e peitoral.

Assista ao vídeo

Fascite plantar

A fascite plantar é um mal frequente em atletas, especialmente nos corredores de rua. O sapato escolhido, a pisada errada e até mesmo o peso podem influenciar no surgimento das dores no calcanhar. Nesse caso, Ventura não recomenda o uso do rolo. “Nesse estágio, a fáscia já está inflamada e tensa. O ideal é procurar um ortopedista”, pontua.

A liberação também não é indicada para pessoas com hipersensibilidade vascular diagnosticada, hipersensibilidade nos locais da aplicação e para indivíduos que fazem uso de medicamentos anticoagulantes.

Fonte: www.metropoles.com

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